segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lição da Escola Sabatina - 2º Trimestre de 2011 - Vestes da Graça - Lição 12 - Mais Imagens de Vestes

Lição 12
11 a 18 de junho



Mais imagens de vestes


Casa Publicadora Brasileira – Lição 1222011



Sábado à tarde
   Ano Bíblico Jó 29–31

VERSO PARA MEMORIZAR: “Porque, dizia: Se eu apenas Lhe tocar as vestes, ficarei curada” (Mc 5:28).

Leitura para o estudo desta semana: Mc 5:24-34Lc 8:43-48Jo 13:1-1619:23, 24Mt 26:59-6827:27-29.

Em certo sentido, não deveríamos ficar surpresos de que possamos extrair muitas lições das vestes mencionadas na Bíblia. Por que nos surpreenderíamos? Afinal, roupas fazem parte de nós; elas podem dizer muito a nosso respeito e sobre quem somos, mesmo quando nenhuma voz é ouvida. Estando certos ou errados, frequentemente fazemos julgamentos sobre outros pelo que eles vestem ou como se vestem.

A lição desta semana focaliza a questão do traje, no contexto de Jesus. Vamos explorar a experiência da mulher que teve fé, quando tudo o que tinha para fazer era tocar a roupa do Mestre a fim de ser curada. Há também o episódio de Jesus, tirando uma parte de Seu vestuário para lavar os pés dos discípulos. Em seguida, analisaremos o sumo sacerdote que, diante do Senhor, praticou um ato que selou a condenação do altivo dirigente. Então, veremos Jesus com as vestes de escárnio que Lhe foram impostas pelos soldados romanos. Finalmente, focalizaremos os soldados lançando sorte sobre as vestes de Cristo, em cumprimento de uma antiga profecia. São apenas roupas, é verdade; mas, evidentemente, cheias de simbolismo e significado.



Domingo
   Ano Bíblico Jó 32–34


“Quem Me tocou nas vestes?”


Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-48 contam a história da mulher “que, havia doze anos”, lutava com uma hemorragia. Além de ter sido essa uma condição médica perigosa, em si mesma, naquela cultura, a doença carregava o estigma da impureza ritual, o que, sem dúvida aumentava a miséria daquela mulher. Enquanto isso, os médicos nada podiam fazer. Ela vivia tão desesperada, que gastou todo o dinheiro; todavia, somente piorava, o que não é de surpreender, considerando os tipos de tratamento médico existentes naquela época. Mal podemos imaginar quanto sofrimento e culpa ela carregava por causa de sua enfermidade.

Então, apareceu Jesus, Aquele que realizava milagres incríveis.

1. Leia Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-48. Que significado existe no fato de que a mulher acreditou que seria curada apenas tocando as vestes de Jesus?

Aquela mulher tinha muita fé em Jesus; o bastante para crer que, se ela pudesse tocar Suas roupas, seria curada. Na verdade, não foram as vestes em si mesmas que a curaram, nem mesmo o toque. Foi apenas o poder de Deus operando em alguém que, em total desespero, foi ao Senhor com fé, consciente da própria impotência e necessidade. Aquele toque foi a revelação da fé em obras, e cristianismo significa exatamente isso.

2. Por que Jesus teria desejado saber quem havia tocado Suas vestes?

Ao fazer a pergunta e ao tornar públicos o ato e a cura da mulher, Jesus a usou como instrumento de testemunho àqueles que O rodeavam. Certamente, Ele queria que outros soubessem o que havia acontecido e, provavelmente, Ele também quisesse que ela entendesse que não havia nenhum poder mágico em Suas vestes, capaz de produzir a cura. Mas o poder de Deus havia operado nela através de seu ato de fé. Entretanto, por mais embaraçosa que sua condição tivesse sido, ela estava curada e podia testemunhar sobre o que Cristo lhe fizera.

Como podemos aprender ir ao Senhor, como fez aquela mulher, em fé e submissão, conscientes de nosso desamparo? Mais ainda: Como podemos conservar a fé e a confiança nEle, quando a cura que pedimos não acontece como desejamos?



Segunda
   Ano Bíblico Jó 35–37


Ele “tirou as vestes”


Nos últimos dias da vida de Cristo, Ele Se encontrou com os discípulos no cenáculo para celebrar a Páscoa, festa nacional israelita, comemorativa de sua libertação da escravidão egípcia. Todavia, nem tudo estava bem. A atmosfera no cenáculo parecia estar densa por causa das tensões e má vontade. Pouco tempo antes, os discípulos estiveram discutindo sobre quem devia ocupar o lugar principal no reino. Agora, estavam juntos para celebrar a Páscoa, que deveria lhes ter falado a respeito da grande necessidade da graça salvadora de Deus na vida deles e de quão dependentes eles eram de Cristo.

3. Leia Mateus 20:20-28. Depois de passar muito tempo com Jesus, que importante lição os discípulos tinham deixado totalmente de captar?

Como se as atitudes dos discípulos não fossem suficientemente más, ainda havia Judas, o traidor, agindo como se nada houvesse de errado. Em meio a tudo isso, quando Jesus tinha todo o direito de estar desgostoso com eles, que atitude o Mestre tomou?

4. Leia João 13:1-16. Qual é a lição ensinada por Jesus aqui? Por que, de muitas maneiras, ela é a chave para compreendermos o que significa ser seguidor de Cristo?

Era costume dos discípulos fazer provisão para lavar os pés, a fim de limpá-los da sujeira das ruas. Esse era trabalho para um servo. Mas os discípulos não tinham servos. E nenhum deles se curvaria para fazer essa humilhante tarefa. Quando Jesus “tirou a vestimenta de cima” e começou a lavar os pés daqueles homens, o coração deles se comoveu. Eles haviam declarado ser Cristo o Filho de Deus. O fato de que o Filho de Deus Se curvasse para fazer o trabalho de um servo os envergonhava. O texto diz que, antes de fazer isso, Cristo “tirou a vestimenta de cima”, mostrando Sua boa vontade para Se humilhar e abaixar a qualquer nível necessário para alcançar Seus seguidores.

Então, como se tudo isso não fosse bastante, sabendo perfeitamente bem o que estava no coração de Judas, Ele também lhe lavou os pés.

Quão “baixo” você está disposto a ir pelo bem de outras pessoas? Qual foi a última vez em que você “tirou as vestimentas” para ministrar às necessidades dos que estão ao seu redor?



Terça
   Ano Bíblico Jó 38–42


“Nem rasgará as suas vestes”


“O sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que for consagrado para vestir as vestes sagradas, não desgrenhará os cabelos, nem rasgará as suas vestes” (Lv 21:10).

5. O que podemos ler na atitude do sumo sacerdote, ao rasgar suas vestes em reação à resposta que Cristo lhe deu? Mt 26:59-68Mc 15:38Hb 8:1
O sumo sacerdote rasgou as próprias vestes para simbolizar que Jesus estava para ser condenado à morte. Esse ato também traduzia a indignação de Caifás e significava seu horror diante da suposta blasfêmia que diziam ter Cristo proferido, ao Se declarar Filho de Deus. A lei mosaica proibia ao sumo sacerdote rasgar suas vestes clericais (Lv 10:621:10), porque aquelas vestes simbolizavam a perfeição do caráter de Deus. Rasgá-las era o mesmo que profanar o caráter de Deus, desfigurar Sua perfeição. Assim, a ironia foi que Caifás era culpado de transgredir a própria lei que ele mesmo defendia. Isso o tornava indigno de seu ofício. Pior que isso, a penalidade para esse delito era a morte. Em tudo isso, é irônico que Jesus, que nada tinha feito de errado, estava para ser condenado à morte pela instigação do sacerdote que, por causa de suas ações, merecia morrer.

O simbolismo do gesto de rasgar as vestes era profundo. Era o começo do fim de todo o sistema terrestre de sacerdócio e sacrifício. Em breve, seria inaugurado um sistema novo e melhor, tendo Cristo como novo Sumo Sacerdote ministrando no santuário celestial.

As vestes do sacerdócio terrestre, tão cheias de simbolismo e significado para seu tempo, logo se tornariam símbolos de um sistema destituído de qualquer significado e perto do fim. Quão terrível é que os líderes religiosos estivessem tão cegos pelo ódio, ciúme e temor, que quando Cristo veio – Aquele para quem o sistema religioso de então apontava – muitos daqueles líderes (não todos) não perceberam! Era o povo comum que aceitava Jesus como Messias e assumia o trabalho que aqueles sacerdotes deveriam ter feito.

Em que sentido podemos ser apanhados em nosso senso de justiça própria, de superioridade moral e espiritual, que nos torna cegos para as importantes verdades que o Senhor deseja que aprendamos?



Quarta
   Ano Bíblico Sl 1–9


Vestes de zombaria


Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dEle toda a coorte. Despojando-O das vestes, cobriram-nO com um manto escarlate; tecendo uma coroa de espinho, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dEle, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus!” (Mt 27:27-29).

6. Qual é a terrível ironia que aparece no texto acima? O que isso nos diz sobre a ignorância, insensatez e crueldade humanas? Será que o mundo hoje ainda trata seu Redentor de forma tão impiedosa? Leia Lc 23:10, 11Mc 15:17-20
Jesus foi desprovido de Suas vestes e trajado com um manto escarlate ou purpúreo. Esse manto pode ter sido a capa de um soldado ou um dos velhos trajes de Pilatos. Púrpura era a cor da realeza. Em zombaria, aquele manto foi lançado sobre os ombros dAquele que Se dizia rei.

Nenhum rei é completo sem a coroa. Os torturadores de Jesus modelaram para Ele uma de espinhos, tirados de pontiagudos arbustos que cresciam na região da Palestina, e colocaram em Suas mãos um caniço, como imitação de um cetro real. Então, se inclinaram diante dEle em zombaria, aclamando-O rei dos judeus. Mas, enquanto a zombaria do sacerdote consistia de um ataque à autoridade espiritual de Jesus, a dos soldados atacava Sua soberania política. O verdadeiro Rei estava exposto em uma cerimônia de escárnio, vestindo roupas de zombaria. Aquele que ofereceu ao mundo pecaminoso Suas vestes de justiça e perfeição, agora, estava vestido com trajes de zombaria.

O mais incrível é que Jesus suportou tudo isso, pelo menos em parte, por causa de Seu amor por aqueles que O tratavam daquela maneira. Quantos de nós, no momento em que alguém nos ameaça ou maltrata, reagimos com ira e buscamos vingança! Porém, devemos olhar o exemplo que Jesus nos deixou, ao reagir a esse tratamento.

Como você responde, ao ser tratado injustamente? O que você pode extrair do exemplo de Cristo, para agir de modo diferente na próxima vez em que isso acontecer?



Quinta
   Ano Bíblico Sl 10–17


“Repartiram entre si as Minhas vestes”


É difícil imaginar a humilhação que Jesus suportou. Depois da cerimônia de zombaria feita pelos soldados, Ele foi levado para a cruz e, ali, foi despido dos últimos vestígios de Suas posses terrestres, as roupas tiradas de Suas costas. Açoitado, rejeitado, humilhado, zombado e, agora, despido e crucificado, Jesus estava, na verdade, bebendo o cálice amargo que, “desde a fundação do mundo” (Ap 13:8), Lhe estava reservado.

7. Leia João 19: 23, 24 (ver também Mt 27:35). Que significado profético a Bíblia apresenta para o que aconteceu ali, e por que isso é importante?
Perceba que ali ocorria o maior episódio em toda a história cósmica, diante dos soldados preocupados com algo tão mesquinho como dividir entre si as roupas de uma vítima!

Todavia, a ação deles não era tão trivial, porque a Bíblia mostra que os soldados estavam cumprindo uma profecia. João liga o episódio diretamente ao Salmo 22:18 (Mateus também o faz), dizendo que tudo aconteceu “para se cumprir a Escritura”, dando assim mais evidência para nossa fé.

Pense no que isso poderia ter significado para Jesus. Com o peso dos pecados de todo o mundo caindo sobre Ele, a separação do Pai O esmagando, Jesus viu os soldados dividindo Suas roupas e lançando sortes sobre a túnica, em cumprimento da profecia. Isso facilmente Lhe poderia ter dado coragem extra para suportar o que estava enfrentando na cruz. As ações dos soldados eram mais evidências de que, independentemente de quão terrível fosse a provação, quão terrível o sofrimento, a profecia estava sendo cumprida, Seu ministério terrestre estava se aproximando do grande clímax, e a provisão para salvação de todo o ser humano que a pedisse pela fé devia ser feita. Assim, Jesus devia suportar tudo, e Ele o fez.

Que profecias bíblicas você acha que ajudam mais a confirmar sua fé, especialmente em tempos de necessidade, quando ela é provada pelo sofrimento?



Sexta
   Ano Bíblico Sl 18–22


Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 59-63: “O toque da fé”; O Desejado de Todas as Nações, p. 342, 343: “O toque da fé”, p. 728-731: “Na sala de julgamento de Pilatos”, e p. 746: “Calvário”.

Os inimigos de Jesus aguardavam Sua morte com impaciente esperança. Esse acontecimento, imaginavam, apagaria para sempre os rumores de Seu divino poder e as maravilhas de Seus milagres. Lisonjeavam-se de que não mais teriam de tremer por causa de Sua influência. Os insensíveis soldados, que haviam pregado o corpo de Jesus na cruz, dividiram entre si Suas vestes, contendendo sobre uma peça, que era uma túnica sem costura. Finalmente, decidiram o assunto lançando sortes. A pena da inspiração descreveu a cena, com pormenores, centenas de anos antes: ‘Pois Me rodearam cães: o ajuntamento de malfeitores Me cercou, traspassaram-Me as mãos e os pés. ... Repartem entre si os Meus vestidos, e lançam sortes sobre a Minha túnica’ (Sl 22:16 e 18; Ellen G. White, História da 
Redenção
, p. 223, 224).

Perguntas para reflexão:
1. Na classe, comente sobre profecias bíblicas que cada pessoa achar especialmente animadoras. Como essas profecias nos revelam o fato de que Deus verdadeiramente nos tem dado boas razões para crer?
2. Faça uma revisão dos últimos dias da vida de Cristo e a incrível humilhação, autonegação e sofrimento que Ele teve que suportar. Que lições podemos extrair dessa experiência? Como podemos aprender a morrer para o “eu”, da maneira que Jesus nos revelou?
3. Pense sobre a total ignorância dos soldados que zombaram de Jesus, com o manto escarlate e a coroa de espinhos. Ou naqueles que dividiram Suas roupas, totalmente alheios ao que estava realmente acontecendo. Acaso, a ignorância sobre o que estavam fazendo desculpa as ações deles?

Respostas sugestivas:
1: A cura não ocorreu por causa do toque nas vestes, mas pelo que estava por trás do toque (fé), e por trás das vestes (Jesus).
2: Para que a mulher tivesse certeza de que a cura ocorreu por sua fé em Jesus, e para que mais pessoas tivessem fé.
3: O fato de que Jesus vestiu as roupas de um servo, para salvar. Os discípulos deviam ter essa mesma atitude.
4: Jesus amou os discípulos, tirou Suas vestes e agiu como Servo, dizendo que devemos fazer o mesmo.
5: Quebrou a lei, ao rasgar as vestes e se desqualificou o ministério; a lei cerimonial foi abolida quando o véu se rasgou.
6: Jesus foi vestido com roupas de rei, e coroa de espinhos, em sinal do desprezo das pessoas que queria salvar.
7: As vestes não eram de uma vítima qualquer; eram do Salvador, confirmando as profecias.